2010 em um disco e uma música

Disco: Arcade Fire - The Suburbs
Confesso que até duas semanas atrás meu cd preferido de 2010 provavelmente seria o Amigo do Tempo, do Mombojó, por razões que não cabe explicar aqui. Porém num impulso comprei esse lindo cd do Arcade Fire e simplesmente não consigo parar de ouvir. Não tem uma música do cd que eu sinta vontade de não ouvir, e o cd flui de uma forma que não consigo descrever, tem que ouvir ele do inicio ao fim e apreciar.

Música: Mombojó - Passarinho Colorido
Mombojó está no peito já, principalmente depois desse ano, não tem como essa não ser a música que descreve o ano como um todo. Sei que existem N músicas melhores mas é essa e pronto, o coração fala mais alto.

Vamos falar de filmes...

Filme!
Sim, filmes, porque eu amo eles, uma das grandes invenções da humanidade, capaz de transmitir tanta coisa numa tacada só.
São tantos filmes bons e interessantes que vi nesse tempo todo longe daqui que nem sei por onde começar, mas por hoje falarei só de dois que vi recentemente: Invictus e As Melhores Coisas do Mundo.

Invictus:
Invictus é um filme dirigido pelo mestre Clint Eastwood e conta a história da Copa do Mundo de Rugby que aconteceu na África do Sul na época em que o Mandela tinha se tornado presidente e lutava para unificar brancos e negros numa nação só. O filme em si nem é um baita filme, nem meu preferido do Clint, porém o que me tocou e me inquietou foi a imagem do Mandela, seus pensamentos, suas atitudes e sua capacidade incrível de superar todo o ódio em prol de algo bem maior do que ele.
Eu não conheço a fundo o Mandela para saber o quão realista essa imagem é, se ele de fato foi assim ou não, mas bastou para me emocionar e me inspirar. E eu fico impressionado com a capacidade do Clint de dirigir os filmes sem forçar a barra, sempre cheio de emoções, logo ele, tão associado aquela figura do western malzão sem coração.


As Melhores Coisas do Mundo:

Tenho uma certa falta de paciência para filmes pt-br, mas fui ver esse porque era a opção menos pior do cinema, confesso. E se eu soubesse que tinha o Fiuk sequer teria assistido, cinema estava cheio de teenagers OMG FIUK PEGAEL ¬¬. Tenho outra coisa pra confessar: sequer sabia quem era o Fiuk de fato antes de ver o filme.
Mas voltando ao filme... a história é sobre adolescentes enfrentando a vida, o crescimento, amores, escola, tudo manjadinho demais. No início senti que ia ver um Longa Metragem de Malhação, mas o filme conseguiu ir além das superficialidades e mostrou um retrato bastante honesto da juventude atual, com atuações bacanas até, e entre gritinhos histéricos e músicas nem tão legais assim na trilha, o filme conseguiu me cativar a ponto de eu parar aqui e escrever sobre ele.
Não é "noooossa que filme", mas vale a pena assistir, principalmente para aqueles que, como eu, acham o cinema pt-br ruim. O filme mostra a existência de um cinema nacional interessante, jovem e bem feito(com exceção da trilha sonora, MERECIA ser algo mais indie). Para reclamar mesmo só o resultado "meia-boca" das bilheterias o que pode desestimular mais filmes desse "tipo" feitos aqui no Brasil ou limitando somente aos independentes, o que dificulta o acesso das pessoas aos filmes, e a quantidade absurda de propagandas na introdução do filme, mas isso é prática comum em todos os filmes nacionais, afinal tem que fazer um merchanzinho senão fica complicado($$$, tá ligado?) depois...


Fica aqui minha dica: vá mais ao cinema, assista mais filmes e tenha uma vida mais feliz.

hello, again.

Oi.
Desde setembro não escrevo uma linha sequer.

Só tô escrevendo porque abri meu e-mail com o stat e vi que DUAS pessoas acessaram isso aqui semana passada, e eu me pergunto: "hey, you! não tem nada melhor pra fazer?"
Mas vamos lá... os dias são corridos, logo não tenho muito tempo, se quiser saber o que faço/penso, twitter me!

Duas semanas atrás fui ver Alma Perdida. Confesso que fui por falta de opção no horário que eu tinha livre e porque li nas letras miudas do poster(e, acredite, pelo poster a ultima coisa que alguem, pelo menos do sexo masculino, vai ver são as letras miudas) que o filme era produzido pelo Michael Bay(produtor de Transformers).
De qualquer forma, o filme usa a velha formula: ninfeta sagaiz + sustos + seres estranhos. Entreterimento barato, eu diria. Mas até valeu a pena.

Outra coisa que tem ocupado meus dias é procura por Jazz.
Último achado se chama Max Roach.
Recomendo com força!

Eu arrumei uma camera panoramica, mas ainda falta uma foto para tirar.
Espero que até o fim de março eu termine e coloque pra revelar.

Por último... tenho trabalhado bastante com videos(e programado quase nada, shame on me!).
Faço um video por semana, no minimo, mas tô pensando em fazer um curta, ou algo do tipo.
Espero que dê certo.
Fiz esse promo que podem ver abaixo dia desses nas minhas brincadeiras com o After Effects.
E aí?
Mataram a saudade? ;)

Antes que eu me esqueça: Gugs, fundador dessa bagaça chega ESSA SEMANA em terras brasileiras!

LET MY CHILDREN HEAR MUSIC

Desde novo tinha o costume de ouvir blues/jazz e sempre achei algo fora do comum porém nunca fui a fundo conhecer os grandes "mestres", achava suficiente conhecer um ou outro, ver bandas ao vivo tocando composições que eu achava incrivel mas não me importava em saber quem tinha feito.
Dia desses resolvi tirar parte desse atraso(tá, foi bem por acaso) e baixei o cd que intitula esse post e de autoria do sr da foto acima, também conhecido como Charles Mingus. Achei bastante interessante e me senti culpado de não ter ido atrás dessas coisas antes, tendo em vista que sempre via referências à ele e a outros compositores(Charlie Park e Bud Powell, por ex.) em diversos filmes que gosto.
Pesquisando um pouco sobre a vida desse, que é considerado um dos maiores compositores do século passado, pude ver que ele era uma otima pessoa além de grande músico, atuando na defesa do povo negro e sua postura contra os excessos de outros músicos da época, como Charlie Park. Mas voltando a música que é o que importa...
Mingus tinha uma habilidade única de juntar grandes músicos e conseguir tirar o máximo de cada um deles, e isso realmente impressiona. Pra quem, como eu, tem que lidar quase sempre com músicos sabe como é um povo "dificil" de conviver, logo Charles Mingus é rei!
Se tiver de bobeira, procure pelas obras dele, vale muito a pena.
Como eu sei que as pessoas têm preguiça porque eu tb tenho, segue a parte 1 de um incrivel album ao vivo do mestre Mingus: Charles Mingus Sextet With Eric Dolphy - Cornell 1964*, cuja capa se encontra aqui embaixo:

Rating: 8.9 pelo Pitchfork.

*link kibado na cara dura do Lúcio Papeiro - Sensata.

Freak Angels!

Quadrinhos sempre foram uma paixão presente na minha humilde vida. Desde a infância repleta de histórias do Tio Patinhas e da Turma da Mônica eu me interesso fortemente por eles, porém foi quando comecei a ler Wolverine, ainda na época da Abril, que a coisa realmente mudou de rumo. Ver o bom e velho Logan rasgando o peito de muitos nazistas na II Guerra Mundial quando se tem cerca de 10 anos é algo marcante, compreende?

Desde então, sempre que po$$o, acompanho com frequência revistas em quadrinhos, chegando a assinar por anos revistas da Marvel, porém meu pai achou que eu estava "grande" demais para isso e resolveu cortar meu barato. Mesmo assim, acompanhei algumas sagas do Batman, principalmente na época que o Bane destroi com ele e, tempos mais tarde, quando Gotham é arrassada por uma epidemia, e do Homem-Aranha, claro, um dos meus preferidos.
Por razões financeiras não consigo acompanhar mensalmente meus personagens preferidos, mas sempre que tem alguma coisa interessante eu compro, como ocorreu com a Guerra Civil, por exemplo.

Mas por que raios eu tô falando isso tudo?
Bem... dia desses, vi o @renmero citar o @warrenellis e fiquei intrigado com a possibilidade de um grande roteirista como ele ter twitter. Logo fui atrás e comecei a seguí-lo, afinal não é todo dia que podemos acompanhar alguém do nível do Warren no twitter. Nisso acabei descobrindo o site dele e, consequentemente, o motivo desse post: a web-comic Freak Angels.
Se você ainda não conhece(tá esperando o quê pra clicar no link?), Freak Angels é uma web-comic GRATUITA escrita por mr. Ellis e desenhada pelo "estreante" Paul Duffield, artista totalmente desconhecido por mim, mas que tem um traço bem interessante, diferente do que se costuma ver por aí e é influenciado claramente pelos quadrinhos da terra do sol nascente.

A história de Freak Angels se passa em Londres num futuro "apocaliptico", por assim dizer, contando a história de 12 pessoas estranhas que nasceram exatamente na mesma hora e o que aconteceu após o fim do mundo(pelo menos como o conhecemos), mas o que realmente marca são os diálogos afinados entre os personagens, o mistério que cada um trás e como tudo se liga de forma extremamente meticulosa. Além disso, a experiência visual é algo totalmente fora de série, às vezes nem parece mesmo ser uma web-comic.
Cada capítulo contém somente 6 páginas, e é lançado semanalmente.
Eu estou esperando ansiosamente pelo cap. 21, e vocês? ;)


Sexta-Feira de Filmes.

foto meramente ilustrativa e pra mostrar como a Anne é nhui!

Ontem fui tentar ver
Agente 86 nos cinemas, mas por um desencontro acabamos perdendo a sessão, uma pena pois só ouvi elogios acerca do filme e da beleza de Anne Hathaway. Mas enfim, coisas da vida, a gente tem que aprender e não ficar mal humorado depois.
Já que não consegui ver o filme, fui na locadora pegar uns dvds para não passar a noite em branco... para minha surpresa, tinha poucos filmes interessantes que ainda não tinha visto, logo corri pra pegar dois filmes não tão novos mas que queria ver a muito tempo: Rambo IV e O Homem Duplo.


Comecei vendo Rambo, filme que,
como disse aqui ó, tava muito afim de ver, maaaaas por N razões não consegui ir ao cinema ver.
Bem... o que posso dizer?
É Rambo, pô!
Esquecendo os dialogos extremamente fracos e forçados, o filme é absolutamente incrivel, trazendo tudo aquilo que se espera dele: muito sangue, cabeças voando e o exercito-de-um-homem-só-chamado-John-Rambo chutando o máximo de bundas possíveis dos jeitos mais sinistros possiveis fazendo com que
Chuck Norris se sinta no jardim de infância tamanha é a brutalidade do cara. Não tô zuando!

Viu como tô falando sério? :P

Eu gostei bastante da essência do filme(sim, um filme desses TEM essência, não é só sangue e tripas voando na tela), tentando mostrar o que realmente rola naquele país no fim do mundo que ninguém liga/se importa, sendo esse um dos motivos do
Stallone ter escolhido filmar sobre Mianmar, para mostrar pras pessoas algo que está acontecendo HOJE lá e ninguém "se importa" porque lá não tem petroleo nem nada "interessante" pras "super-potências" tentarem fazer alguma coisa. Viu como o Stallone não é só porrada? :P


Terminei de ver Rambo e logo parti pro Homem Duplo, porém já eram 3 e pouca da manhã, logo dei umas bodadas e tive que rever pela manhã mas já tendo em mente que o visual do filme era algo totalmente FORA DE SÉRIE.

Para quem não sabe, o filme foi feito usando rotoscopia digital, ou seja, animações feitas por cima de cenas filmadas, gerando um resultado fabuloso e me deixando extremamente irritado por não ter assistido esse filme no cinema, afinal minha TV não é tão boa quanto o que uma tela de cinema pode me proporcionar.


Soma-se a isso o fato do filme ser baseado num conto de
Philip K. Dick, nada mais nada menos o criador de Blade Runner e Minority Report, logo ruim não podia ser. E realmente não é, a história é muito bem conduzida, dando o nível ideal de paranoia que o filme precisa. Paranoia? Como assim?
Eu devia começar falando sobre o que é o filme e depois falar das qualidades, né?
Então vamos lá a sinopse: a trama se passa sete anos num futuro marcado pelo consumo de drogas e a alta vigilância do Governo em relação ao povo(alguma semelhança com a sociedade americana é mera "coincidência"). O Governo desenvolve um sistema de camuflagem holográfica para infiltrar agentes em grupos de viciados e é aí que a trama se desenrola. O policial Bob Arctor(
Keanu Reeves) começa a investigar seus amigos mais próximos mas acaba se involvendo demais não sabendo mais de que lado está e... o resto seria spoilers. ;)
Mas como eu ia dizendo... o diretor Richard Linklater soube explorar muito bem esse lado de drogas/repressão+paranoia/vigilância com ótimos diálogos(ele também é o roteirista do filme), um elenco de peso(além do Keanu, conta também com Robert Downey Jr, numa ótema, como sempre, atuação, Woody Harrelson e Wiona Ryder, que na sua versão animada está simplesmente encantadora, sempra achei ela meio sem sal, mas "rotoscopiada" ficou ASSAZ interessante) e o efeito incrivel dado pela animação.
Em poucas palavras: vá logo pra locadora pegar esse filme! :P


possiveis spoilers no video, veja por conta própria!

#interminas - de volta para casa

Olá todos!
Tô de volta a minha querida cidade!

Esse final de semana rolou Interminas lá em BH-City que foi sucesso!
Pra quem não foi, dá pra ter uma noção do que rolou pelo livestream do evento, algo que eu ainda não tive tempo/paciência de ler com calma, porém quando terminar o post de verdade do evento tenho certeza que terei lido esse livestream quase todo pra catar links de coisas interessantes.

Apesar de ter sido um evento, na minha opinião, mais voltado para designers, se eu negar que foi importante pra mim o que eu vi e ouvi lá, eu seria um grande idiota ao não reconhecer que conhecimento(principalmente multidisciplinar) é fundamental no mundo moderno(e isso foi falado lá também).

O Twitter foi bastante falado por lá(diz a lenda que existiam pessoas no auditorio que desconheciam o twix, como assim, gente?), sobre sua "importancia", como uma pessoa é capaz de influenciar muitas outras, ser relevante para ser seguido, etc etc etc...
Mas eu nao entrei no Twix durante o #interminas, acho que fui o único lá que não fez isso...
Serei eu um estranho no ninho?

Mas esse post é sobre a volta e eu ja tô falando do evento.
Olha a falta de objetividade do blogueiro...
Por essas e outras que eu nunca serei um pro-blogger. rs.

A verdade é que essa ida a Minas foi assim como a anterior: *emocionante*
Única diferença é a ausência de Interpol como minha trilha sonora, mas todo o resto tá tudo lá.
Eu já sinto saudades de lá: o clima friozinho, as pessoas e, principalmente dessa vez, os amigos.
Na verdade, um amigo só, mas daqueles de que, não importando quanto tempo não se veêm, a parada continua a mesma, e você simplesmente se sente completado com a pessoa.

Tô emo. rs.
Falando em emo... teve show do Rebeldes(se eu estiver errado, alguém me avisa!) em BH esse fds e vi uns tipos BEM estranhos na volta pra casa.
Juro que fiquei com medo!

focus - the ultimate progressive band playing live!


pago uma coca pra quem traduzir o que o cara canta
Debowa... fiquei loki ao ouvir isso!
Infelismente ao procurar por outros videos no Seu Tubinho, não achei nada muito interessante, só aqueles instrumentais eteeeeernos e sonolentos tipicos de rock progressivo hippie.
Uma pena!

Go, Speed, Go!

Devido à greve de onibus, meus dias estão sendo bastante tediosos dentro de casa nesse agradavel frio que anda fazendo por aqui, acho que me acostumei com a vida agitada de trabalho/faculdade e ficar em casa fazendo nada já não me enche tanto os olhos...

Pois bem... o tédio hoje estava tão grande que resolvi levantar a bunda gorda da cadeira em frente ao PC e ir ao cinema ver Speed Racer.
Confesso que pelo trailer tava com um pé atrás em relação ao filme, afinal era uma psicodelia sem fim e o desenho não é bem assim. Na ida para o cinema estava pensando com meus botões: "ou eles acertaram ao fazer algo diferente do original ou o filme é uma grande merda e eu estarei perdendo o meu precioso tempo".
Pra minha sorte, a primeira opção reinou soberana durante todo o filme.

O filme realmente impressiona pelo visual super colorido com referências a tudo que você possa imaginar(segundo o Saulo, tem referência até ao carnaval da Globo), as cenas de corrida são SUPER bem feitas(toma velozes e furiosos! vê se aprende direito) e o elenco/roteiro não deixa a desejar(a Trixie é assaz).
A história, apesar de meio batida, não compromete em nada o filme, mas é Speed Racer, pô! Esperar uma super história inovadora seria pedir demais, não? :P

O único ponto negativo(foi pra mim até eu me acostumar com o fato que o filme foi feito pra ser assim) é o excesso de "fundo verde" em cenas que, no meu ponto de vista, poderiam ter sido feitas com cenários de verdade sem comprometer a qualidade visual e psicodelica do filme, dando um caracter mais real ao filme.
Mas depois de assistir ao filme, percebi que dar uma cara de real ao filme foi umas das poucas coisas que os brilhantes irmãos Wachowski realmente não se preocuparam em fazer...

Meu veredito sobre o filme? Vá assistir, poxa!
É um puta blockbuster, super bem feito, divertido na medida certa(o Gorducho e o Zequinha tão muito legais) e cheio de ação.

Veja o trailer e se empolgue nessa viagem colorida chamada Speed Racer!

i'm all about weezer today!

Tá, o novo ep. de lost foi do doctor oak, porém o ponto alto do dia foi realmente ouvir o cd novo(tá, faltam 2 faixas, mais as bonus) do weezer, tanto que só deu isso no meu twix:

  1. 6 AM
  2. 20 PM
  3. 20:30 PM
  4. 21 PM
  5. 21:50 PM
  6. 22:19 PM
  7. 22:23 PM
  8. 22:47 PM
Vou dormir porque amanhã tenho auto-escola!

weezer - the red album

Essa é a capa do cd dá pra acreditar?
Começando por essa capa SUPER engraçada, ainda não caiu a ficha que o weezer(banda preferida desde... SEMPRE!) vai lançar o cd novo mês que vem após o Make Believe(que não mais possuo devido a minha falta de cerebro).
Eu diria que tudo ao redor desse CD é absurdo, começando pela capa acima(ainda não acredito que realmente vai ser ela, apesar dela ESTAR no site deles), o site de visual novo, todo vermelho e com um =w= em 3D rodando que parece ter saido de algum jogo dos anos 90 quando começaram a usar coisas em 3D, o Rivers Cuomo pedir no YouTube ajuda para compor(todos sabem que ele é um escritor SUPER produtivo, diz a lenda que durante a lua de mel no Japão ele acordava de madrugada, pegava a bicicleta e ia pra algum estudio gravar músicas), o CD ser lançado ANTES no Japão do que no U.S. ser algo misterioso("Why this happens with Japanese releases remains a bit of a mystery.", segundo o site oficial), as fotos de divulgação da banda estarem cada vez mais engraçadas e fora da realidade, o BIGODE do Rivers...

Tá tá...
Isso é o de menos.
Aí veio o lançamento do primeiro single(você confere ele na pagina inicial do weezer), Pork and Beans, um clara volta à tudo o que o =w= representa para os críticos(sim, pra eles os últimos cd's foram fracos...). Na minha opinião foi pra mostrar pros fãns que o weezer tá de volta e que vai trazer um cd kickass!
E foi isso que eles fizeram.
[pra minha total e irrestrita alegria]

Pois bem... hoje de manhã fui baixar o ep.11 de lost(se você não tá assistindo, pela mãe do Guarda, para o que estiver fazendo e comece a baixar a quarta temporada, tá fora de série!) lá no demonoid e vejo no recent torrents 8 faixas do red album para downloads com nada mais nada menos que 60 seeders num torrent INTERNO do demonoid, ou seja, era BEM real e não um fake qualquer como rolou com o cd novo do death cab for cutie(que, infelismente, não é nada grandioso, mas não é ruim, portante, baixe também!).

Deixei baixando e agora no final do dia fui ouvir... e PELA MÃE DO GUARDA! Que CD, cara... Cheio, eu disse CHEIO, de experimentações diversas, mas tudo dentro do limite, não é como o Mars Volta, uma banda incrivel que por experimentar demais perdeu seu caminho.
Pelo que li por aí, em entrevista dos membros do weezer, isso foi fruto do processo de criação ter sido dividido entre os integrantes da banda, com letras escritas não só pelo Rivers, bem como músicas em que o Rivers NÃO canta(é, você leu bem... tem música que ele NÃO canta e ainda assim é bom).

Eu IA subir ele, porém o host colocou SENHA no *.rar, bem como alterou seu tamanho AND colocou uns arquivos estranhos dentro dele, logo torça pra ter uma conta no demonoid ou espere eu ter paciência e upar o cd de novo.

Só lembrando: Weezer - The Red Album saí dia 24/06 no U.S. e provavelmente uns dias depois saia por acá e a track-list do cd é essa abaixo:

01 "Troublemaker"
02 "The Greatest Man That Ever Lived (Variations on a Shaker Hymn)"
03 "Pork and Beans"
04 Heart Songs"
05 "Everybody Get Dangerous"
06 "Dreamin'"
07 "Thought I Knew"
08 "Cold Dark World"
09 "Automatic"
10 "The Angel and the One"

Faixas-Bonus da Deluxe Edition:
[alguém acha que sairá por aqui essa versão?]
11 "Miss Sweeney"
12 "Pig"
13 "The Spider"
14 "King"

Music Junkie #3

Vamos lá pra terceira edição do Music Junkie, compilação das coisas estranhas que cato pela internet.
Confesso que ando meio sem saco para ouvir(e consequentemente procurar) coisas novas, o que explica o hiatus por aqui, mas pretendo postar mais vezes(por que eu sempre digo isso e nunca cumpro? rs).
Nessa edição teremos mais uma joia canadense, a doce Basia Bulat, as "lendas" do indie rock, Nada Surf e Dinosaur Jr, The Postmarks representando a folk music(que anda tão na "moda"), um hc raivoso com nome engraçado, e a cereja do bolo, também conhecido como El Ten Eleven.
Vamos ao que interessa, certo?

Nota: 3,9 de 5.
O Canadá é a terra da música, disso tenho certeza, cada dia aparece algo bacana vindo de lá, como Julie Dorion, Feist, Arcade Fire, entre tantos outros...
Basia Bulat(pronounced /?bæ?? ?b?ulæt/; phonetically: "BASH-a BOO-lat") é mais uma canadense com um voz fofa fazendo um som meio acústico super gostoso. Atualmente essa talentosa garota tá fazendo turnê no U.S. com ninguém menos que DeVotchKa. Tá com moral, não?
Claro que ela não trás muitas novidades, mas eu sempre acho interessante mulheres cantando, dá uma outra cara para as músicas.
Os meus destaques desse cd seriam a curtinha porém linda Before I Knew, a faixa que dá nome ao cd, Oh, My Darling, I Was A Daughter com seu ritmo totalmente diferente, e ser a faixa mais "longe do lugar comum" do resto do album, e A Secret, baladinha com violão pra ouvir com sua gata num dia chuvoso.

basia bulat - "i was a daughter" @ schuba's 10.12.07

Nota: 3,8 de 5.
É Nada Surf, poxa!
Tá tudo lá da velha formula deles, as guitarras, a voz suave, melodias marcantes, TUDO.
Aí você pensa: tá, que chato, isso de novo?
Eu respondo: sim, só isso já tá bom pra mim, mas para minha total e completa surpresa, eles entram em territórios novos, deixando as guitarras um pouco de lado e aderindo a violões, pianos, e afins, como na belissima The Film Didn't Go 'Round, além de remodelar o som deles, adicionando novos elementos e timbragens, tendo The Fox como um exemplo claro disso.
É um ótemo album de pop-rock, pena que as rádios daqui são burras e só tocam o convencional...

Nada Surf - "Whose Authority"

Nota: 3,4 de 5.
Eles são uma lenda do rock(pelo menos é o que eu li por aí...), apesar de nunca ter ouvido o som deles antes.
O que posso dizer?
Indie rock "old-school"(só ouvindo pra entender o que isso significa), com pegadas de guitarras bacanas, acho que o guitarrista é daqueles guitar heroes virtuosos, saca? E o vocal é bom, meio rouco, legal de se ouvir.
Porém o cd enjoa, sabe? Tudo muito igual, e não é chatice minha, viu? Já ouvi umas quatro vezes, em intervalos de tempo grande, e ainda assim não achei tudo isso que dizem por aí.
A faixa mais bacana do CD é, sem dúvida, Been There All The Time.
Dinosaur Jr.'s Video Clip Been There All The Time
(Clickai e veja, pq não tem player oO)

Nota: 4 de 5.
Folk tá na moda, né?
Mas existem coisas além da Mallu, jovens incautos!
Uma dessas coisas se chama The Postmarks.
Descobri esse lindo trio, sim eles são um trio, pra minha TOTAL surpresa(é tanto som junto, mas se soar forçado, que você não imagina ser um trio...), atraves de um top de capas de cd(adoro top-top's bestas, vocês não?) e acabei me encantando não só pela capa, mas também pelo conteudo.
O som deles é uma delicia, tudo bem que as faixas soam meio repetitivas, mas não deixa de ser uma otima trilha sonora para aquele dia de chuva, você e seu broto debaixo do edredom vendo as gotas caindo na varanda...
E sim, eu ando apaixonado por mulheres cantando.
Será uma fase ou veio pra ficar?

The Postmarks performing "Winter Spring Summer Fall" at Cafe Du Nord in San Francisco on 5/2/2007

Nota: 3,7 de 5.
Confesso que fazia tempo que não ouvia algo assim, raivoso, berrado, super rápido, porém com um ou outro detalhe diferente do hardcore "comum".
Nem sei porque baixei isso, tendo em vista que minha fase HC raivoso ficou meio que pra trás(só ouço os clássicos, como Discarga, Alexisonfire, Mukeka di Rato, e por aí vai, meio que perdi o interesse...), mas valeu a pena, esses italianos são bem competentes em gritar, e berrar, e destruir tudo, com acordes meio que desconstruidos(se é que isso existe), batidas quebrando o tempo todo, e muita, muita guitarra maldosa, me lembrando por muitas vezes Constrito.
Pena que só tem esse cd lançado, pois fiquei curioso pra conhecer mais(se alguém achar infos deles na net deixa ai nos comentarios, ok?)
Ouvi num dia de cão no trabalho e fez um bem danado para a alma!
Tente você também. Só não me culpe se você tiver batido em alguém por lá. ;)


Engine Down - Demure
[havia escrito um mega texto, cheguei da "balada" e não tinha mais nada aqui >.<]
Nota: 3,7 de 5.
Engine Down é uma banda oriunda da cena post-hardcore/emo(emo de verdade, não essas coisas de miguxos de 15 anos de idade...) de Washington D.C. que encerrou suas atividades em 2005(infelismente). Demure foi o penúltimo album lançado pela banda e define de forma clara o que é, pra mim, post-hardcore/emo que tanto ouvia durante meus 15~17 anos. Rolou até uma certa nostalgia enquanto escrevia essa "resenha"...
Ouvindo o CD notei o som ser "similar" a algumas outras coisas que ouvia nessa época, e perguntao ao Oráculo, descobri que o guitar/vocal do Engine Down também toca no Sparta, algo que eu ouvia BASTANTE nessa época de teenager.
Além dele, o baterista também toca em outra banda que gosto bastante, o Cursive, mas este já tem uma proposta bem distante do som do Engine Down.
Eu recomendo o CD, caso goste desse tipo de som, ou caso queria conhece-lo, pois eles definem bem mesmo o que é post-hardcore/emo, mostrando que emo de verdade é coisa de macho! :P

Engine Down - Cover
[não é desse CD mas é o video mais bacana que achei no Seu Tubinho]


Nota: 4,5 de 5.
Primeira vez que ouvi fiquei sem palavras.
Segunda vez meu chefe ficou dançando na sala. rs.
Tá, pula essa parte "engraçada".
O importante é que esse duo(sim, DUO, nem parece) produz uns instrumental fabuloso, cheio de camadas sem fim, algo realmente de primeira, e não é aquele som paradão, ou repetitivo...
No site deles eles se definem como: indie rock, instrumental, bass, bass guitar, fretless bass, guitar, post rock, post post rock, double neck, hypnotic, druggy, cathartic, anthemic, ethereal, atmospheric, spacey, elegant, math rock, emotional, avant garde, ambient, crap.
E eu assino embaixo, tirando por esse crap no final.
Enfim... é espetacular apenas duas pessoas fazerem um som desses.
Por favor, se você não deu a minima pra todas as outras bandas desse post, veja essa com carinho. ;)

El Ten Eleven - Hot Cakes
(a música que fez meu chefe dançar)
[o clipe que eu achei fabuloso]